UMA VIDA DE MÚSICA, RESISTÊNCIA E VERDADE…
Há mais de 45 anos, Celso Moretti faz da música um território de resistência, memória e invenção. Nascido em São João del-Rei, em 1954, e criado desde os sete anos na já extinta favela Vila Nova Brasília, em Contagem, o músico autodidata, morador de Betim, no bairro Bandeirinhas, desde 1987, leva para o palco experiências e sons que atravessaram sua vida.
Seu primeiro registro musical é de 1980. Em 1984, iniciou sua trajetória no reggae como compositor e vocalista da Nêgo Gato, considerada a primeira banda de reggae de Minas Gerais.
Influenciado por Luiz Melodia, Marku Ribas, Itamar Assumpção e Bob Marley, Moretti construiu uma voz própria na música e na palavra.
Entre 1991 e 1995, viveu na zona rural de Betim, onde estudou e pesquisou intensamente o reggae. Dessa imersão nasceu o Reggae Favela, gênero criado por ele a partir do reggae jamaicano e de outras sonoridades.
Mais que um estilo, o Reggae Favela é um conceito: música fincada nas periferias, que fala de desigualdade, cotidiano, consciência e reconstrução social.
Sua trajetória reúne álbuns como Reggae Favela (1998), Reggae Favela Periferia (2002), Cabeça Coração (2005), Reggae Favela Brasil (2007), Estilingue (2015) e Contingente Reggae Favela (2021/22). Em 2025, lançou o vinil Setenta.
São 15 videoclipes oficiais e muitos palcos percorridos por Minas, pelo Brasil e também por Gana, na África, e Chile.
Nos shows, Celso se apresenta com a Banda Barraco de Aluguel, formada por seis integrantes, em performances marcadas por repertório autoral, releituras, energia e pelo peculiar “morettês”.
“Eu não brinco de fazer música e nem faço música para brincadeira”, salienta.
Em 2025, sua história ganhou outro capítulo: Celso foi para o documentário Favela Negra, dirigido pelo argentino Sebastian Gomes, da Café Pingado Filmes. O filme foi lançado na Casa Cultura, no Espaço Grupatum e no cinema do Monte Carmo Shopping.
Aos 71 anos, continua compondo e acreditando na força da própria voz. “Eu não espero nada. Eu não fico esperando e nem tenho esperança. Eu labuto”, afirma.
📸 Fotos: Arquivo pessoal | Emerson Oliveira/Divulgação
Instagram: @celsomorettireggaefavela
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Celso Moretti -
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