Em Betim, uma artista transforma bonecos, histórias e brincadeiras em experiências de encantamento. Bruna Bernardes, a Nana, é ventríloqua, contadora de histórias, escritora e Mestra da Cultura Popular. Uma das poucas mulheres ventríloquas profissionais em atividade no Brasil, ela construiu uma trajetória dedicada à infância, à oralidade e ao teatro de bonecos.
Moradora do bairro Niterói, sua relação com a arte começou cedo e ganhou força com a formação na primeira turma da tradicional escola Giramundo Teatro de Bonecos. Desde então, Nana desenvolve espetáculos, oficinas e ações formativas que aproximam diferentes gerações da cultura popular. “Brincar também é uma forma de aprender e de preservar a nossa memória”, defende a artista.
Em 2012, recebeu o Prêmio Funarte/Ministério da Cultura pelo projeto Resgatando Brincadeiras Construindo Brinquedos Populares. Vieram depois projetos contemplados por importantes editais, como Florinda: Imaginação Sobre Rodas, Histórias Mágicas, Bonecoteca: Histórias e Bonecos e A Guardiã das Histórias e o Reino de Literária.
Nana também escreve para crianças. É autora de Zito e os Meninos que Não Queriam Ser Gente (2013), O Dia em que a Brincadeira Sumiu (2016), Lica Sente (2022) e Um Jardim em Apuros (2026). Em sua obra, literatura, imaginação e afeto caminham juntos. “Contar histórias é criar um espaço para o outro imaginar”, resume.
Em 2024, representou Minas Gerais no Vent Vest Brasil, festival nacional de ventriloquia, como uma das atrações principais. Em 2026, recebeu o Prêmio Vozes Ancestrais, reconhecimento como Mestra da Cultura Popular por sua atuação na preservação dos saberes da infância, das brincadeiras tradicionais e da oralidade.
Agora, Nana está na estrada com "Será o Fim de Serafim?", projeto contemplado pela Lei Rouanet, com patrocínio da Via Appia Concessões. A turnê percorre dez cidades de Minas Gerais e São Paulo, levando teatro, literatura e imaginação a novos públicos.
Trajetória sensacional demais né?
Fotos: Arquivo pessoal
Instagram: @nanaencanta



