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Betim · MG
A trajetória centenário da escola Afonso Pena
Memórias de Betim Redação Betim Cultural · 3 min de leitura

A trajetória centenário da escola Afonso Pena

Símbolo do ensino público de qualidade em Betim, a instituição centenária guarda em seus corredores a origem de grandes nomes locais e o orgulho de quem ajudou a construir a história da cidade.

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A história da Escola Estadual Conselheiro Afonso Pena começou em 1906, quando o Mestre Pedro, vereador geral do distrito de Capela Nova, solicitou ao governo a criação de um grupo escolar na cidade. A própria comunidade uniu forças e transportou areia do Rio Betim em carros de boi para erguer a unidade. Com o apoio do Major Casimiro Martins, a escola foi criada pelo Decreto nº 2.724, em 11 de janeiro de 1910.

A inauguração festiva ocorreu em 17 de julho de 1910. Em 1927, passou a se chamar oficialmente Escola Estadual Conselheiro Afonso Pena. Com o crescimento populacional, a sede foi transferida em 1960 para o bairro Brasileia, ganhando sua estrutura definitiva em 1966.

Sob a gestão de diretoras como Amélia Alves da Silva, a escola destacou-se pela disciplina e vida cultural. As memórias desse período são compartilhadas pela ex-aluna Daniela Costa Toneli, que estudou na unidade nos anos 1980. "Falar do Afonso Pena nos anos 80 é falar de uma grande família. A gente não era só um número na chamada; as professoras e a direção conheciam todos os familiares. Tivemos as melhores professoras que poderíamos ter", relembra.

Entre o corpo docente, ela cita Tia Celme, Tia Iria, as irmãs Canaã e a professora de matemática Dona Etelvina, que identificou o potencial dos irmãos Rômeo e Rodrigo, ex-alunos de Betim que fundaram o Grupo Bernoulli. "A dona Etelvina viu o potencial deles. Eles estudaram no Afonso Pena, no Nossa Senhora do Carmo e depois fizeram ITA, mas a paixão deles era dar aula e fundaram o Bernoulli", conta Daniela.

Daniela ressalta ainda a dinâmica da escola e a relevância do ensino público na época: "Como era uma escola central, a maioria dos alunos iam a pé. A merenda era maravilhosa e as gincanas e festas mobilizavam a comunidade. Naquela época não havia escolas particulares em Betim, todo mundo estudava em escola pública", disse.

Durante esse período, a vice-diretora era Neiva Costa Toneli, mãe de Daniela, que atuava ao lado da diretora Amélia Alves da Silva. "Fomos beneficiados com uma educação de qualidade e professoras dedicadas, com 'sangue no olhos' para ensinar. Passar em frente ao Afonso Pena hoje me dá um sentimento de saudades dos momentos felizes em que vivi lá", conclui a ex-aluna.

📸 Almanaque Centenário Afonso Pena

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Publicado em 22 de outubro de 2026 · atualizado em 29 de outubro de 2026

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